Boas

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sábado, 2 de julho de 2011

Livros lidos em: Junho

E eu a pensar que conseguia fazer onze este mês. Só porque estou de férias não significa nada!

Mas pelo menos eu fiz metade, o que já é bastante bom. Aqui vai a lista:

Sopro do Mal - Donato Carrisi
Segue o coração - Lesley Pearse
Matched - Ally Condie
The Hunger Games - Suzanne Collins
Gone - Michael Grant
Seduzida - P.C. Cast e Kristin Cast

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Gone" - Michael Grant

Vocês conseguem imaginar um lugar governado por crianças de catorze anos. A única coisa que me vem à cabeça são festas a toda a hora porque os papás não existem! Yay!

Pois é o que parece ter acontecido na pequena cidade de Perdido Beach. Todos os adultos ou maiores de quinze anos desapareceram, deixando o lugar na mão das crianças. E ao que parece, os animais e os derradeiros habitantes começam a sofrer mutações estranhas...

A história é maioritariamente acompanhada por Sam Temple e pelo seu grupo: Astrid (por quem ele tem uma paixoneta) e o seu irmão autista de quatro anos, Little Pete (pode ser traduzido para pequeno Pete), Quinn e Edilio. Juntos, descobrem que, para além dos misteriosos desaparecimentos, eles se encontram fechados por uma espécie de cúpula elétrica (foi o que percebi) e sem nenhum contato com o mundo exterior, pois nenhum dos meios de telecomunicação (Internet, TV e telemóveis principalmente) funcionam.

Eles acabam com poucas esperanças que os seus pais acabem por voltar e, com esse pensamento, têm de tomar grandes decisões: criação do FAYZ (Fallout Alley Youth Zone (eu não tenho muitas traduções para isto devido ao meu inglês labrego)) e instalação de regras que não agradam a todos, especialmente aos que estão ponto de se tornarem aberrações...

Eu ADOREI este livro! Simplesmente inovador, uma lufada de ar fresco na minha cabeça! Eu nunca pensei como crianças de catorze anos ou menos se fossem desenrascar neste novo mundo. Mas tem algumas partes que, diga-se de passagem, não cabem na cabeça de ninguém! Que horror!

Como já tinha lido críticas espetaculares acerca disto, e não me arrependi das minhas expetativas altas. É isto que se quer: gostar de um livro ainda antes de lê-lo e acabar por amá-lo na última página.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Eu também sei procurar no Youtube, então!...

Então, andava minha excelentíssima pessoa a navegar no Youtube (vocês nem imaginam o quanto eu adoro ver vídeos), quando me deparei com algo que me fez rever o vídeo uma e outra vez.

Não, não foi o "Friday" (graças a Deus!)...

Na verdade encontrei um mini-filme sobre uma cena do livro "The hunger games", da autora Suzanne Collins. O que achei mais fantástico é que tudo ocorreu da mesma maneira na minha cabeça. O vídeo foi mesmo, wow, inexplicável.

Então, como mega-fã, tive de vos vir cá mostrar! Aqui vai:


segunda-feira, 27 de junho de 2011

"The hunger games" - Suzanne Collins

Como ainda estou meia "anestesiada" em relação a esta leitura que não me deixa pregar olho, peço perdão se ainda for fazer porcaria deste parágrafo em diante.

Eu agarrei este livro só sabendo que se passava num futuro distópico, mais nada. Mas, após a leitura (viciante) das primeiras páginas percebe-se que, ao contrário de "Matched", da Ally Condie, nem tudo deu certo para todos. Em vez do sucesso, existe a fome e a miséria, o que me fez centrar o clima narrado num futuro distante muito semelhante à Idade Média, onde existe tecnologia mas está apenas ao serviço de poucos.

Neste mundo, ergue-se um país chamado Panem, onde uma vez existira o Estados Unidos. Este lugar é composto por doze distritos (antes treze) e pela sua capital, Capitol (sim, é esse mesmo o nome).

No último distrito, o Distrito 12 (todos são chamados dessa forma, pelos seus números), mora Katniss com a sua mãe e a sua irmã mais nova, Prim. Como são uma família com imensas dificuldades, Katniss dedica-se à caça para alimentá-la (nota-se que esta prática é crime).

Todos os anos, pela altura da narrativa, celebra-se um evento chamado de "The hunger games", que consiste no sorteio de um rapaz e uma rapariga de cada distrito para algo um pouco incomum (aguentem os vossos estômagos, would ya'??) - competir no meio de uma arena. Mas não é uma competição qualquer, em que têm de correr de um lado ao outro e o primeiro a chegar ganha uma medalha de ouro fingido. Não. É algo um pouco mais cruel.

Basicamente, quando se é escolhido para representar cada distrito no Capitol, para além dos participantes (ou tributes) terem de mostrar uma boa figura para ganharem patrocinadores, eles têm que combater (até à morte) e o único que ficar vivo é o grande vencedor.

Wow.

Vocês nem imaginam o quanto esta aventura distópica me fez mal à cabeça. Quem já leu, creio que percebe a minha situação, pois chegamos à última página e a única que nos vem à mente é "NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOO!!!". Foi o que me aconteceu. Literalmente.

Eu queria mais. Mesmo muito mais. Porque a Suzanne Collins, este génio, assassina-nos sem dó nem piedade e depois reanima-nos para mais uma ronda de tortura. E olhem que eu gostei desta tortura xD *riso sádico*.

Um livro cruel e manipulador, que brinca com as nossas mentes e depois ri-se no final. Um espetáculo!

Passatempos e Saladas

Boas pessoal,

Novo passatempo na chancela "Clube do Autor"! O prémio é um exemplar do livro "De que são feitos os sonhos".

Venham aqui checar!

sábado, 25 de junho de 2011

Olha quem estava a dormir!



Tradução: Eu sei que sou fofinho, mas o teclado até estava bem aquecido até tu chegares!!

"Matched" - Ally Condie

Aviso desde já que na possibilidade de encontrarem duas opiniões divergentes, tenham calma que sou eu a difundir por tudo o quanto é canto.

No mundo de Cassia, pode-se dizer que a liberdade não existe. A Sociedade ou o Governo escolhe com quem te deverás casar, o que deverás vestir e quando deverás morrer. Só para verem, até as refeições são racionadas (apenas mostra que têm a liberdade de um cão).

Mas isso não impede que ela ache este estilo de vida o perfeito para ela; existe segurança, sim senhor, mas e o resto?

A narrativa começa no chamado de Banquete de Par, que é um momento da vida de cada cidadão em que lhes é mostrado com quem irão viver o resto das suas vidas e terão filhos. Nada mais alegra Cassia quando lhe mostram como o seu par Xander, o seu melhor amigo desde a infância. Mas, no mesmo momento, outro rosto aparece no ecrã e não é nada mais nada menos que Ky, um rapaz que nem por sombras se devia aproximar...

Eu não sei dizer se gostei ou não do livro. Tem para aí umas trezentas páginas mas nem um pingo de ação. Isso foi o que faltou com toda a certeza.

Mas gostei do fato de ela ter sido capaz de mudar a sua atitude lá mais no final, ao contrário de muitas protagonistas que continuam aborrecidas e enfadonhas até ao final. Sim, a Cassia conseguiu mudar. Mas mesmo assim, ela continuava filosófica demais para o meu gosto.

O final foi satisfatório, apropriado para uma continuação. Não sei porquê, mas tenho uma centelha de esperança que a série melhore bastante...!




quinta-feira, 23 de junho de 2011

Nova aquisição à família

Yay! Chegaram ontem e são três gatinhos com dois meses. Na verdade, o preto do meio é uma gata (eu chamei-a de Branca de Neve (só para verem a ironia!)). xD

Eu vou apenas ficar com o acinzentado que é uma mistura de siamês e de um outro gato qualquer. Na verdade, é outro para juntar à coleção, pois já temos cá em casa um siamês de quatro anos obeso e um outro de dois anos (que é o que eu costumo mostrar cá no blogue).

Os outros dois (o macho branco e preto e a gata) vão para casa do meu padrinho/tio mas nós ainda não tivemos oportunidade de ir lá levar pois fica do outro lado da ilha.

Infelizmente, os nossos antigos companheiros e donos da manta onde eles estão enroscados não os aceitam com bons olhos, mas hão-de adaptar-se!

terça-feira, 21 de junho de 2011

"Segue o coração - Não olhes para trás (Don't look back)" - Lesley Pearse

É altura para dizer que minha pessoa decidiu dar uma pausa e enveredou-se pelos romances históricos. Mas que bem que me saí!

Tenho que dizer que este foi um dos melhores livros deste ano! Apaixonei-me pela escrita nas primeiras cem páginas e desde esse momento que nunca mais queria largá-lo. Mas isso tornou-se impossível pois estava em tempo de testes e trabalhos para entregar. Mas agora estou em férias de verão e só deverei preocupar-me novamente lá para Setembro xD (vou para o secundário, yay!!)

O romance conta-nos a vida da jovem Matilda, uma rapariga atenciosa, corajosa, trabalhadora e uma pobre vendedora de flores que vagueia pela ruas de Londres a vender os seus produtos.

Um dia ela salva uma criança chamada Tabitha de morrer atropelada. A partir daí, toda a sua vida muda. É convidada pela família da menina que salvou para que se torne a sua ama. Uns meses depois, ela e a família com quem trabalha mudam-se para a América à procura de uma nova vida. Nessa altura (1843), Nova Iorque era uma das cidades mundiais com maiores desvalorizações sociais, ou seja, numa rua podiam existir gente muito rica e na rua logo a seguir gente muito pobre.

É assim que ela começa a perceber o seu potencial e o verdadeiro valor do dinheiro, pois consegue retirar das ruas crianças orfãs e colocá-las num orfanato, para que pudessem ter um estilo de vida melhorado.

Enquanto na sua estadia na "Grande Maçã", ela conhece o seu primeiro amor: um homem muito mais velho do que ela, chamado Flynn, e descobre o quanto a paixão pode ser uma tortura.

A vida de Matilda não é um paraíso, mas apaixonamo-nos por ela devido a todos os obstáculos pelos quais ela atravessa, sempre de cabeça erguida. Acontecem situações que eu acredito que a mulher de hoje não conseguiria ultrapassar, mas a coragem de Matilda consegue ajudá-la e colocar-lhe sempre um sorriso no rosto. 

A estória de Matilda Jennings, a rapariga que nasceu pobre e mudou o mundo e a si própria.

Este não é um daqueles livros de leitura rápida. É mais um género lento, em que o leitor demora em cada página para saborear o seu conteúdo e a escrita maravilhosa de Lesley Pearse. Altamente recomendado!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

"Sopro do Mal (Il Suggeritori)" - Donato Carrisi

Em toda a minha vida só houve um livro que me deixou inquieta durante a noite. E não foi este. Apesar das minhas expectativas serem estas.

Apenas o trouxe para casa porque tinha horror, dizia o resumo. Sim, pode ter, mas não é na minha dose desejada.

Não me interpretem mal; eu até gostei, sim senhor. Mas as minhas expectativas desceram logo metade quando comecei e nem ia na página cem.

O livro é um policial bem escrito sobre o desaparecimento de seis raparigas menores e o aparecimento de seis braços esquerdos enterrados (correspondentes às ditas jovens).

A estória acompanha uma equipa na investigação deste caso até apanharem o serial killer culpado. Mas, antes que isso aconteça, muitos suspeitos vão aparecendo pelo caminho.

Curiosamente, quando acham o corpo correspondente a um braço esquerdo enterrado algo os leva a um outro homicídio que não tem a ver com o assunto. Sim, vários mistérios são resolvidos durante as suas muitas páginas, o que nunca deixa qualquer momento do livro sem acção.

Muito interessante, apropriado para quem aprecia um bom policial, mas não para quem gosta de coisas obscuras, como eu. Sim, os meus gostos não são nada requintados. Ainda está para existir o livro que não me deixe dormir durante a noite (huh, será??).

Livros lidos em: Maio

Nova coluna no blogue, onde falarei dos livros lidos no mês anterior. Mais uma coisa espectacular para juntar à colecção.

Vamos à lista?

Louca por Compras - Sophie Kinsela
Perseguida - P.C.Cast e Kristin Cast
City of Ashes - Cassandra Clare
Graceling - Kristin Cashore
O legado 731 - Lynn Sholes e Joe Moore
Sleepless - Terri Clark
Imperfeitos - Scott Westerfeld
I'm number four - Pittacus Lore
Uma aventura na casa assombrada - Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada






Um total de dez num mês! NUM MÊS! Devo ter batido um recorde. Vamos lá ver se este mês faço uns onze! Ah, não me parece...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"I am number Four" - Pittacus Lore

Eu juro que nunca li um tipo de livro como este. EU JURO!
Mas também nunca pensei que me fosse apaixonar logo nas primeiras páginas!

Nove jovens extraterrestres, acompanhados pelos respectivos guardiões, fogem do seu planeta Lorien pois este está a ser atacado para esconderem-se na Terra. Os mogadorianos, responsáveis pela sua saída da sua terra-natal, perseguem-nos até ao nosso planeta.

Uma particularidade dos lorienos é que estes estão enfeitiçados de modo a que apenas possam ser mortos por ordem numérica, ou seja, do número um, ao dois, três e assim por diante, mas este feitiço pode ser quebrado se dois deles se juntarem. É por isso que mantém-se o mais longe possível uns dos outros.

Quatro, mais conhecido como John Smith, muda-se para Ohio após o Três ter sido morto, sabendo assim que é o próximo. Com os seus quinze anos, é fácil mascarar-se como estudante da pequena escola da região. Mas não é com tanta facilidade que consegue esconder os seus poderes (chamados de Legados) que começam a aparecer.

Enquanto é suposto estar a esconder-se e a tentar manter-se normal, ele apaixona-se por Sarah Hart, e algo começa a dividir-se dentro dele: contar ou não a verdade à sua amada. E é então é descoberto que a guerra começa...

Já tinha lido tão bem deste livro que tinha expectativas muito altas para ele. E elas mantiveram-se até ao fim. Apesar de alguns contratempos, como o facto de ter umas cento e cinquenta páginas pelo meio que estão lá só para encher linguiça.

Quando Quatro conta as memórias que tem de Lorien, não relembrei nenhuma outra narrativa tão emocionante: uma estória bem estruturada, sem falhas. No entanto, achei enjoativo todo aquele romantismo mais lá para o meio. Mas soube bem.

Vi o filme no dia a seguir a ter terminado a leitura; não sei se me arrependi, mas alguma coisa faltou. Deixa-me adivinhar. É o que falta em todos os filmes adaptados de livros. E qual é: as partes mais importantes do livro. Só isso... E depois meteram lá coisas sem sentido e houve algumas quebras na estória real, mas o que se pode fazer. É o que dá meter um livro de quatrocentas páginas num filme de hora e meia.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Imperfeitos (Uglies)" - Scott Westerfeld

Estou há cerca de um ano para colocar as mãos neste livro, e ainda mais quando achei a capa portuguesa simplesmente FABULOSA!

A narração começa quando Tally Youngblood decide fazer uma aventura proibida à Cidade dos Recém-Perfeitos. Ela atualmente vive na Imperfeilândia, onde só habitam todos os jovens antes dos dezasseis anos, altura em que o Governo lhes dá um grande presente: uma cirurgia plástica que os mudará a aparência, tornando-os perfeitos aos olhos humanos.

Tally ainda tem quinze anos, mas apesar de ainda faltarem alguns meses para a operação, ela não consegue suportar as saudades e vai visitar Peris, o seu velho amigo e agora um recém-perfeito. No entanto, ela não consegue escapar sem atrair as atenções e quando consegue chegar à fronteira, ela conhece Shay, uma imperfeita tal e qual como ela que a ajuda a fugir.

Enquanto a estória é contada, e os meses que faltam até à operação das duas vão diminuindo, Shay mostra alguns sinais de discordância com a cirurgia. Tally está contra ela porque este presente fora a única coisa pela qual esperava.

Quando faltam uns seis dias para a mudança radical de ambas, Shay desaparece, deixando um bilhete com pistas donde ela estaria. É então que Tally tem que fazer a sua grande escolha: trair a amiga para realizar o seu sonho ou continuar Imperfeita para sempre.

Na minha opinião, é difícil entrar na história ao começo porque estamos a falar de um mundo de alta-tecnologia, em que a mentalidade humana atual extinguiu-se e a única coisa que resta é a preocupação com a aparência (como se isso já não fosse verdade, mas pronto!). Mas ao longo que a narração flui, nem damos conta que o livro já vai quase no fim. Uma estória a ter em conta!

domingo, 22 de maio de 2011

"Sleepless" - Terri Clark

Não sei se já viram um filme chamado de "Pesadelo em Elm Street", que só por acaso é ASSUSTADOR P'RA CARAMBA??! Não? Então nem sabem o que estão a perder.

Eu vou dizer a verdade: não há livro mais parecido com esse filme. Mas atenção: o livro nem é um bocadinho aterrorizante, é só um bocado cliché.

É a história de uma rapariga chamada de Trinity que entra na cabeça das pessoas enquanto dorme, ficando assim a saber toda a sua vida, os seus segredos, etc...

Cerca de um ano antes do início da narração, uma jovem que ela conheceu no verão é assassinada, e ela assiste a tudo...mas no seu sonho. A partir daí, conta à polícia quem foi autor do homicídio mas, devido a outras provas demonstradas em tribunal, o assassino não é preso, mas colocado num hospício, pois sabe-se que ele sofre de esquizofrenia.

Uns tempos depois de isto ter ocorrido, surge Daniel, e ela conta-lhe que coisas estranhas estão a ocorrer nos seus sonhos, e que Trin consegue entrar na cabeça do suposto assassino. É aí que percebe que ele está atrás dela e que fará tudo para se vingar.

É um livrinho muito pequenino que se lê num dia, desde que se tenha pachorra para tal. A personagem principal é aventureira, mas tem partes em que torna-se chata e choramingona. Haja paciência.

sábado, 21 de maio de 2011

Só para alegrar o vosso dia


Durmam bem! (será que dá para perceber que o gato está a sonhar em cima dum cabo USB??!)

"Graceling" - Kristin Cashore

Eu não sou uma rapariga acostumada a livros ocorridos a uns bons séculos atrás, mas creio que isto foi um bom começo, se não mesmo fantástico. Fiquei tão infeliz quando acabou...

Kristin Cashore empurra-nos para um mundo semelhante ao nosso, com uma única diferença: existem humanos com dois tons diferentes de olhos. Quem tem essas caraterísticas é chamado de "agraciado", podendo ter os mais diversos dons: cozinhar, dançar, nadar, lutar, etc.

A nossa personagem principal, Katsa, tem um dom original: assassinato. Ela consegue matar com um simples murro. Katsa é utilizada pelo seu tio, o rei Randa, para que efetue diversos serviços ao reino.

Um dia em que Katsa vai resolver um desses assuntos com os seus assistentes, Oll e Giddon, quando acaba por tirar o pai do rei de Lienid da cadeia, pois este há muito que estava desaparecido.

É lá que conhece Po, um agraciado com a arte da luta que, quando ela volta para casa, torna-se o seu, digamos, "parceiro de luta", apesar de que Katsa leva sempre a melhor.

Durante os primeiros capítulos as personagens principais são apresentadas e as suas vidas narradas. Quando  a ação começa realmente (apesar de já ter acontecido logo nas primeiras páginas), eles apercebem-se que no outro lado das montanhas, noutro reino, acontecimentos estranhos estão a ocorrer e acham que têm algo haver com o desaparecimento do rei de Lienid.

Uma coisa tenho a dizer: se ainda não leu, FAÇA-O AGORA! O livro é uma delícia para os olhos, e o final é tão inesperado e surpreendente que é quase comovente. Eu apenas não chorei porque me contive.

Gostei (não, adorei!) esta estória porque tem pouco romance e muita, muita luta. Eu pensei que no início fosse algo que me desse dores de cabeça, mas afinal foi algo que me entreteve durante horas...!

sábado, 14 de maio de 2011

"City of Ashes" - Cassandra Clare

Se ainda não leu o primeiro livro da série, City of Bones, pare neste exato momento! Muito provavelmente este resumo terá spoilers do livro anterior. Depois não resmunguem que eu não avisei.

Clary muda-se para a casa de Luke, visto Jocelyn estar na mesma situação lamentável com que City of Bones terminou. Ela deseja fortemente que a sua vida volte ao normal. Mas ela sabe que isso nunca acontecerá novamente, visto ser uma Caçadora de Sombras.

Ela não é a única a passar por problemas nesse momento. No Instuto os pais adotivos de Jace voltam após uma longa estadia em Idris e colocam-no numa situação difícil. Chamam a inquiridora, uma mulher pertencente à Clave para que esta o interrogue, achando assim que Jace sabe alguma coisa acerca de seu pai, Valentine. O irmão de Clary é assim fechado na Silent City.

Enquanto isso, coisas estranhas começam a acontecer; Downworlders são encontrados mortos sem pinga de sangue. Há quem diga que isto tenha alguma coisa haver com o paradeiro de Valentine e mais algum dos seu planos. Veremos...

Vou dizer uma coisa: tem algumas coisas no início que não me agradam. Quem já leu sabe-se ao que me estou a referir (provavelmente). Mas, mesmo assim, quando a ação e todos aqueles mistérios começam a surgir, vale mesmo a pena chegar ao final. Tem partes em que a autora arranca o coração ao leitor, deixando-o sofrer, encarnando-os na pele de todas as personagens.

Demorei mais tempo do que o previsto a lê-lo devido à minha vida escolar. A leitura foi aos bocadinhos, mas quando me aproximei do final foi tudo de uma vez. Gostei, não, adorei o final sombrio, em que somos deixados já num fio a pensar no que irá acontecer a seguir. Bah, se eu tivesse tempo...

domingo, 8 de maio de 2011

"Louca por compras (Confessions of a Shopaholic)" - Sophie Kinsela

Nunca pensei que fosse capaz de ler dois livros ao mesmo tempo...! Enfim...

Isto é, sem dúvida, um género de livro à qual não estou habituada. Acho que é qualquer coisa de Literatura "Chick" ou assim, mas foi algo que cativou-me no primeiro momento. Li-o em quatro dias, um recorde em tempo de exames e provas. Palmas para mim.

Conta a história de Rebecca Bloomwood, uma louca por compras que é (imagine-se!) uma conselheira financeira. Infelizmente, está enterrada em dívidas até ao pescoço. É aí que tem de tomar uma difícil decisão: Gastar Menos ou Fazer Mais Dinheiro. A primeira é excluída logo após a primeira semana, pois os seus desejos de aquisição são insaciáveis.

A segunda opção já é um pouco menos restritiva, mas ela tem de escolher entre arranjar um homem rico, ou conseguir um emprego em que receba mais.

Entre todas estas complicações, as cartas de último aviso de pagamento e até ao congelamento do VISA, lá ela consegue arranjar o príncipe encantado dos seus sonhos. Mas a sua vida consegue tornar-se maior que um pesadelo quando já não consegue fugir mais ao dinheiro...

Uma leitura rápida, divertida e um pouco romântica. Uma escapatória ideal de fim-de-semana...


Querem o trailer do filme? Então pamm! (mas leiam o livro primeiro, certo?)

Vai uma pipoquinha?

Oh pá, sabe tão bem estar de fim-de-semana. Há quem relaxe fazendo a maratona no sofá, eu cá agarro em qualquer coisa que tenha letras, palavras, páginas, enfim, sempre num bom livro. Mas se este for uma porcaria, a segunda feira fica arruinada... :(

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Perfume: História de um assassino (Das parfum)" - Patrick Suskind

Sinto-me um bocado arrependida por ter deixado o blogue ao abandono, mas estou a começar um novo período de aulas e para mim ler já é uma coisa impossível, quanto mais fazer resumos...

Antes de começar a lê-lo, pensei já ter uma ideia definida do que seria, mas logo a primeira página cativou-me, e não da forma que estava à espera.

Vou começar a dizer que gostei, mas vou avisar de que não o aconselho. O livro é medonho, com cenas nojentas e pavorosas que me arrepiaram e mal me deixavam dormir. Quando olhava para ele, tinha medo e sinceramente não sei como ele é indicado para alunos do 9º ano. Enfim...

A história situa-se no século XIII, em Paris, na altura a cidade mais populosa (e fedorenta) da Europa. É aí que nasce o nosso protagonista, Grenouille, atrás de uma banca de feira, rodeado por tripas de peixe. Abandonado pela mãe à nascença, desenvolveu um dom extraordinário: consegue identificar qualquer odor à distância. Graças ao seu talento, é contratado pelo melhor perfumista na cidade, agora um velho sem inspiração. Com a sua ajuda, reavive a esperança do velho e cria perfumes admirados em todo o mundo.

Mas não é aqui que a parte nojenta vem ao de cima. Com o seu dom, fareja um odor incrível, algo que ele nunca sentiu antes. E aí, quando segue o cheiro, conhece uma rapariga mas, numa tentativa de guardar o seu perfume para sempre, mata-a... Mas o odor não dura para sempre. A partir daí, torna-se uma luta diária a tentar arranjar uma forma de conseguir preservar o odor humano. E criar o perfume perfeito torna-se uma prioridade...

A mentalidade do protagonista causa arrepios. Ele não sente amor nem compaixão, apenas o desejo de assassinar o retirar o odor às suas vítimas. Muito diferente do que estou acostumada mas, de certo modo, refrescante.

Vi o filme há poucas semanas. Para entendê-lo é necessário ter lido o livro primeiro. Mas não gostei muito, vou dizer porquê. Creio que cortaram partes essenciais à história, o que deixou-o um pouco insonso. Bem, acho que os filmes são assim...