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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"O Braço Esquerdo de Deus (The left hand of God)" - Paul Hoffman-


Uma coisa antes de começar...
Aaaaaaaaaarrrrrggghhhhhhhh. Pronto.
Eu ainda estou traumatizada. O mais certo é isto dar para o torto e eu começar por aí a dar pancada. A sério.

A história tem dois cenários; o primeiro, que ocupa umas cem páginas, é uma espécie de mosteiro (a que o autor chama de santuário mas que é uma coisa totalmente diferente) e eu acho que se passa entre 1700 e 1850 (o livro não explica).


Então, um rapaz chamado Thomas Cale, vive lá desde que se lembra. E desde que se lembra que é maltratado pelos Redentores, que pensam assim alcançar a luz e a vida eterna. Mas na realidade, estão a treiná-los para colocá-los nas frentes de uma batalha prestes a estalar, que dizem mudar para sempre o mundo e a Verdadeira e Única Fé.

Mas, uma noite, Cale abre a porta errada na altura errada e é aí que ele e os seus "amigos" têm de fugir.

É aqui que entra o segundo cenário, Memphis, onde os personagens passam algum tempo. E entre detalhes mal-contados e romances precipitados, os Redentores voltam a bater-lhes à porta: querem Cale a qualquer custo, não pelo o que sabe mas por aquilo que irá descobrir saber.

Hã? Sim, é um bocado confuso. E o mais interessante é que lê-se o resumo na contra-capa do livro e só conta as partes desinteressantes, apenas para dar um arrepio na espinha ao leitor.

Para aqueles que gostam de livros estilo guião de filme, talvez este seja o ideal. Para mim, não foi. Os pormenores que dão gosto não são bem contados, acontece, mais ou menos na página trezentos um romance que nem havia começado no capítulo anterior e assim ficamos nós na corda bamba da estupidez.

De certeza que, num cenário de batalha, todos gostem de algo mais violento, sangrento. A não ser que gostem de algo do tipo "trouxe a minha churrasqueira bora fazer leitão" ali mesmo? MAS PORQUÊ? Eles estavam no CAMPO DE BATALHA! Não numa churrascaria! É mesmo...coisa! Machistas!
E uma epidemia de diarreia...! Vocês, poupem-me os detalhes pouco ortodoxos. Para quê que eu quero saber se eles têm de ir de hora a hora arrear o calhau?

E é neste ambiente giro, bonito e cheiroso que o autor quis poluir a minha cabecinha. Há muito coisa melhor por aí. Aprendi a não me fiar muito nas críticas, principalmente quando os gostos são muito diferentes.

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